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União Europeia aprova provisoriamente acordo comercial com o Mercosul após 25 anos de negociações

França lidera oposição ao tratado, que ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor

Por Redação com agências 09/01/2026 09h09
União Europeia aprova provisoriamente acordo comercial com o Mercosul após 25 anos de negociações

Os países da União Europeia aprovaram, de forma provisória, o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9). A negociação, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, avança após 25 anos de tratativas, mas segue enfrentando forte resistência, especialmente por parte da França, além de protestos de agricultores franceses.

Segundo fontes da União Europeia e diplomatas ouvidos pela imprensa internacional, a maioria dos embaixadores dos 27 Estados-membros aprovou grande parte do acordo. A confirmação formal dos votos, por escrito, deve ser concluída até as 17h no horário de Bruxelas (13h em Brasília).

Apesar da maioria favorável, França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria votaram contra o acordo, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. O governo francês mantém rejeição unânime ao tratado, alegando preocupações com impactos sobre o setor agrícola e padrões ambientais.

Com a aprovação provisória, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com os países do Mercosul já na próxima semana. No entanto, para que o tratado entre em vigor, ainda será necessária a aprovação do Parlamento Europeu.

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre dois grandes blocos econômicos e tem sido tratado como prioridade para fortalecer o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica. A proposta prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.

Para os países do Mercosul, o acordo representa maior acesso ao mercado europeu, com potencial de aumento das exportações e atração de investimentos. Já para a União Europeia, o tratado possibilita a diversificação de parceiros comerciais e o fortalecimento das relações econômicas com a América do Sul.

Apesar do avanço, o processo ainda enfrenta etapas importantes, como a definição de salvaguardas e mecanismos de implementação. Na quinta-feira (8), o presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou que o país votou contra o acordo, reforçando a posição francesa como uma das principais opositoras ao tratado.

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