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Atendimentos por convulsão crescem quase 8% em Alagoas, aponta Samu
Os atendimentos a casos de convulsão feitos pelo Samu 192 em Alagoas aumentaram 7,7% entre 2024 e 2025. No ano passado, foram registrados 1.816 chamados relacionados ao problema. Já em 2025, o número subiu para 1.956 ocorrências, sendo 1.368 atendidas pela Central de Maceió e 588 pela Central de Arapiraca.
A convulsão é provocada por uma descarga elétrica anormal no cérebro e pode se manifestar de diferentes formas, como contrações musculares involuntárias, tremores, rigidez, movimentos repetitivos e alteração ou perda da consciência. Em alguns casos, a pessoa também pode apresentar olhar fixo, desorientação, salivação excessiva, coloração azulada nos lábios e liberação involuntária de urina ou fezes.
Após a crise, é comum surgirem sintomas como confusão mental, cansaço intenso, dor de cabeça e até esquecimento do episódio. Apesar do impacto visual e do susto que costuma causar em quem presencia a situação, especialistas ressaltam que a convulsão tem tratamento e não impede, necessariamente, que a pessoa leve uma vida normal.
Segundo o coordenador geral do Samu em Alagoas, o médico Mac Douglas de Oliveira Lima, a convulsão não deve ser vista como sinônimo de incapacidade. “Ela é um sintoma que precisa ser investigado. As causas podem variar bastante, desde epilepsia e infecções até febre alta ou lesões no cérebro”, explica.
Ele afirma que o Samu está estruturado para responder rapidamente a esse tipo de ocorrência, com equipes de motolância, ambulâncias de suporte básico e, quando necessário, unidades de suporte avançado. “Os profissionais são treinados para estabilizar o paciente ainda no local e encaminhá-lo ao serviço de saúde mais adequado”, diz.
Enquanto o socorro não chega, a orientação é simples, mas essencial: afastar objetos que possam causar ferimentos, deitar a pessoa em um local seguro, colocá-la de lado e jamais tentar segurar seus movimentos ou colocar qualquer objeto dentro da boca. Também é importante observar quanto tempo dura a crise e como ela acontece, informações que ajudam a equipe de regulação a definir o melhor tipo de atendimento.
O Samu deve ser acionado imediatamente em situações como a primeira convulsão da pessoa, crises que ultrapassam cinco minutos, dificuldade para respirar, ausência de recuperação da consciência ou quando uma nova crise acontece antes da pessoa se recuperar totalmente.
Para o médico, identificar a causa da convulsão é fundamental para garantir qualidade de vida. Com diagnóstico correto e acompanhamento médico, muitos pacientes conseguem controlar o quadro e seguir a rotina normalmente. Diante do aumento dos atendimentos, profissionais de saúde reforçam a importância da informação, dos primeiros socorros e do acompanhamento neurológico contínuo.
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