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Audiência de custódia

Justiça mantém prisão de historiador suspeito de encomendar assassinato de coordenador do CRB

Por Redação 27/01/2026 16h04
Justiça mantém prisão de historiador suspeito de encomendar assassinato de coordenador do CRB

A Justiça de Alagoas manteve nesta terça-feira (27) a prisão preventiva do historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suspeito de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador da base do CRB, executado com um tiro à queima-roupa no último dia 23.

Durante audiência de custódia, o juiz Yulli Roter ouviu os argumentos do Ministério Público e da defesa e decidiu pela manutenção da reclusão do suspeito, que será encaminhado ao sistema prisional ainda hoje. O advogado Napoleão Júnior, que representa Ruan, argumentou que a prisão seria desproporcional, já que o historiador se apresentou espontaneamente à delegacia na noite anterior. Segundo a defesa, Ruan teria deixado Alagoas logo após o crime, mas retornado ao estado.

A defesa solicitou que ele fosse mantido em cela separada de outros detentos, destacando os três diplomas do suspeito — em História, Engenharia Mecânica e mestrado em Ciências Políticas — e argumentando que a segregação seria necessária para preservar sua integridade física e psicológica.

Ruan permaneceu em silêncio durante o interrogatório realizado na segunda-feira (26), minutos depois de se apresentar à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, o historiador apresentou nervosismo e respondeu apenas sobre seus dados pessoais, sem comentar os fatos relacionados ao crime. Ele compareceu à delegacia acompanhado do advogado, não estava com celular para perícia e passou pelo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. 

“Ele não tem antecedente criminal e estava bastante nervoso. Só respondeu à primeira parte do interrogatório. Sobre os fatos, permaneceu em silêncio. Ele tem o direito de não se manifestar, mas, de certa forma, não colaborou com a investigação”, afirmou a delegada.

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