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Atividades suspensas

Lojas de Maceió e Arapiraca são investigadas por vender armas a facções criminosas

Operação atinge lojistas e policiais suspeitos

Por Redação 28/01/2026 08h08
Lojas de Maceió e Arapiraca são investigadas por vender armas a facções criminosas

Duas lojas de armas localizadas no bairro Centro, em Maceió e Arapiraca, foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (27), no âmbito da Operação Fogo Amigo II, que apura a comercialização ilegal de armas e munições para facções criminosas. Como medida cautelar, as atividades dos estabelecimentos foram suspensas por determinação judicial.

Além das lojas, os proprietários também foram alvos da operação, com bloqueio de bens autorizado pela Justiça. A ação é resultado de uma investigação integrada entre o Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco Norte (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e a Polícia Federal.

As diligências ocorreram em Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro, além de desdobramentos em Pernambuco e na Bahia. Entre os investigados estão policiais militares, suspeitos de integrar a organização criminosa. Ao todo, quatro PMs foram afastados cautelarmente de suas funções públicas.

Esquema estruturado e atuação interestadual


Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas legalmente registradas e contava com a participação de agentes de segurança para desviar armas e munições, que posteriormente abasteciam facções criminosas com atuação no Nordeste, inclusive em Alagoas. O esquema teria alcance interestadual e operava de forma organizada para driblar os mecanismos de fiscalização.

A Justiça determinou ainda o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 10 milhões, incluindo patrimônios ligados aos lojistas alagoanos investigados.

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