Wadson Regis

* Este texto não reflete necessariamente a opinião do Em Tempo Notícias

Prestígio só tem valor para a Nestlé

Por Blog do Wadson Régis 26/02/2025 08h08
Prestígio só tem valor para a Nestlé
Câmara em Brasília - Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados

A política é tão dinâmica que os efeitos de um passo fora do compasso provocam reações e complicações alérgicas ao sistema aliado e ao povo (desavisado).

Com relação às eleições de 2026, para os alagoanos, o que está chegando ao público não condiz com a realidade do banquete que será ofertado nas urnas. Preste atenção a um detalhe que fará toda a diferença para a construção de chapas proporcionais (deputados estaduais e federais), as candidaturas ao Senado (duas vagas) e para o Governo. O primeiro alerta é que não haverá outside nas disputas majoritárias. Eles, quando surgem, mudam completamente o jogo.

Outro detalhe é que o “prestígio” adquirido perde valor significativo após a tal desincompatibilização. Chegam a falar em trauma após o resultado das urnas. Não é atoa que os mais precavidos deixam para a plateia (aliados, xumbetas e a imprensa) especular. Um exemplo de 3, dos prováveis nomes para o governo e senado, em 2026: Renan Filho, JHC e Alfredo Gaspar – o que decidirão? Eles têm prestígio. Não é o caso de Renan, que só tem a busca da reeleição como missão. Os demais protagonistas terão que aguardar essas definições, ainda que seja no bastidor, para decidirem o partido e o cargo. No caso das candidaturas a estadual a construção é totalmente diferente.

A moral da história, para 2026, é que todos estão temerosos sobre os líderes nacionais. Ou seja: teremos mais uma eleição disruptiva, onde o capital eleitoral adquirido ao longo do tempo ou dos últimos 4 anos – caso não estejam em conformidade – certamente irão alterar as decisões e os resultados.

O dinamismo dos efeitos e reações causadas pelo modelo de coalisão confirmam que o PRESTÍGIO só tem valor (mesmo) é para a Nestlé. Não é atoa que temos poucas mudanças nas câmaras municipais, assembleias legislativas e na Câmara Federal. Na majoritária o buraco é MUITO mais embaixo.

Político não tem medo de cadeia, de ser chamado de corrupto, tem medo – MESMO – é da derrota. É por isso que os acordos "improváveis" alteram o percurso e o resultado.