Cultura
Beija-Flor apresenta Neguinho em despedida e é campeã do Carnaval do Rio

A Beija-Flor é a campeã do Carnaval do Rio de 2025. Esse é o 15º título da escola, conquistado na despedida de Neguinho da Beija-Flor, que se aposenta dos vocais da escola.
Escola de Nilópolis despontou como uma das favoritas ainda no início da apuração. A agremiação passou boa parte dos quesitos na liderança, disputando com a Grande Rio, que acabou perdendo um décimo na bateria, e com a Imperatriz Leopoldinense, que acabou perdendo décimos em fantasia e samba enredo, já na reta final.
Torcida da escola foi a mais empolgada ao longo de toda a apuração. Na reta final, a cada 9,9 da Imperatriz Leopoldinense, a torcida e integrantes da diretoria vibraram.
?Antes do fim, todos os olhares se voltaram para Neguinho da Beija-Flor. Ele foi o centro das atenções durante a leitura das notas.
O desfile

Neguinho da Beija-Flor fala na quadra da escola de sambaImagem: Filipe Pavão/UOL
Beija-Flor desfilou na 2ª noite e homenageou Laíla, ícone do Carnaval carioca. O diretor, que esteve à frente da escola em 13 de seus 15 títulos, morreu em 2021 de covid.
Enredo revisitou a infância do dirigente, reverenciou sua devoção aos orixás e sua trajetória na agremiação. Toda a família de Laíla acompanhou o desfile.
A escola é a terceira maior campeã do Carnaval carioca. Antes, conquistou títulos em 1976, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011, 2015 e 2018.
Neguinho da Beija-Flor já tinha feito a "previsão" de voltar no sábado das campeãs. Ao UOL , ele deixou claro que não está se aposentando da avenida, apenas do carro de som.
O samba-enredo

Carro da Beija-Flor representando Laíla, homenageado pelo samba-enredo da escolaImagem: Zô Guimarães/UOLLaíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas
Chama João pra matar a saudadeVem comandar sua comunidadeÓ JakutáO Cristo preto me fez quem eu souReceba toda gratidão, ObáDessa nação nagô
Da casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griôDa casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griô
Kaô, meu velhoVolta e me dá os caminhosConduz outra vez meu destinoTraz os ventos de OyáAgô, meu mestreTua presença ainda está aquiMesmo sem ver, eu posso sentirFaz Nilópolis cantar
Desce o morro de OyóBenedito e CatimbóO alabá DoumTraz o terço pra benzerE a cigana puerêMeu ExuDe copo no palco, sandália rasteiraNo chão sagrado toda quinta-feira
O brado no tambor, feitiçoBrigou pela cor, catiçoCoragem na fala sem temer a quedaO dedo na cara, quem for contra, rezaO brado no tambor, feitiçoBrigou pela cor, catiçoCoragem na fala sem temer a quedaO dedo na cara, quem for contra, reza
Vencer, o seu verboGênio do ouvido perfeitoA trança nos versosDivino e humano em seu jeitoQueria paz, mas era bom na guerraApitou em outras terras, cegamente nas ilusõesDeu voz à favela e tantas gerações
Eu vou seguir sem esquecer nossa jornadaEmocionada, a Baixada em redençãoChama João pra matar a saudadeVem comandar sua comunidadeÓ JakutáO Cristo preto me fez quem eu souReceba toda gratidão, ObáDessa nação nagô
Da casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griôDa casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griô
Kaô, meu velhoVolta e me dá os caminhosConduz outra vez meu destinoTraz os ventos de OyáAgô, meu mestreTua presença ainda está aquiMesmo sem ver, eu posso sentirFaz Nilópolis cantar
Desce o morro de OyóBenedito e CatimbóO alabá DoumTraz o terço pra benzerE a cigana puerêMeu ExuDe copo no palco, sandália rasteiraNo chão sagrado toda quinta-feira
O brado no tambor, feitiçoBrigou pela cor, catiçoCoragem na fala sem temer a quedaO dedo na cara, quem for contra, rezaO brado no tambor, feitiçoBrigou pela cor, catiçoCoragem na fala sem temer a quedaO dedo na cara, quem for contra, reza
Vencer, o seu verboGênio do ouvido perfeitoA trança nos versosDivino e humano em seu jeitoQueria paz, mas era bom na guerraApitou em outras terras, cegamente nas ilusõesDeu voz à favela e tantas gerações
Eu vou seguir sem esquecer nossa jornadaEmocionada, a Baixada em redençãoChama João pra matar a saudadeVem comandar sua comunidadeÓ JakutáO Cristo preto me fez quem eu souReceba toda gratidão, ObáDessa nação nagô
Da casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griôDa casa de Ogum, Xangô me guiaDa casa de Ogum, Xangô me guiaDobram atabaques no quilombo Beija-FlorTerreiro de Laíla, meu griô
Classificação geral

Carro da Beija-Flor representando Laíla, homenageado pelo samba-enredo da escolaImagem: Zô Guimarães/UOL
1º Beija-Flor - 270 (campeã)
2º Grande Rio - 269,9
3º Imperatriz Leopoldinense - 269,8
4º Viradouro - 269,4
5º Portela - 269,4
6º Mangueira - 269,4
7º Salgueiro - 269,2
8º Vila Isabel - 269,1
9º Unidos da Tijuca - 268,8
10º Paraíso do Tuiuti - 268,7
11º Mocidade - 267,9
12º Unidos de Padre Miguel - 266,8
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