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Cafeteiras são ‘prato cheio’ para bactérias; especialista explica motivo

Por Redação com site* 28/01/2024 10h10
Cafeteiras são ‘prato cheio’ para bactérias; especialista explica motivo

Gelado ou quente, adoçado, ou sem açúcar, saborizado ou tradicional, o café é uma das bebidas não alcoólicas mais consumidas pelos brasileiros, segundo dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa).

Encontrado em cafeterias, ambientes corporativos, estabelecimentos comerciais e nas residências, ele costuma ser ingerido diariamente e, já que o consumo é frequente, a limpeza dos materiais utilizados para o preparo também deve ser. Uma pesquisa realizada pela Organização de Saúde e Segurança Pública dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) mostrou que um dos objetos de cozinha com mais germes é a cafeteira.

A especialista em Microbiologia e doutora em Biotecnologia Rejane Batista, disse que, entre as circunstâncias que favorecem essa proliferação, estão a umidade, que proporciona condições ideais para o crescimento bacteriano e fúngico; a temperatura, que pode ser uma zona de risco entre os 20ºC e 45ºC; o próprio café, fonte de energia para os micro-organismos, e o clima, que pode favorecer ou não esse crescimento.

Em casos de uso diário, a limpeza das cafeteiras também deve ocorrer a cada uso. Isso vale em relação a qualquer tipo de utensílio ou cafeteira. “Para minimizar as condições de crescimento de micro-organismos indesejados é preciso que esses fatores sejam controlados. A falta de limpeza regular contribui para o crescimento deles, inclusive dos causadores de infecções, os patógenos”, disse a especialista ao portal.

Mesmo que todos os objetos e equipamentos utilizados para a produção da bebida ofereçam risco, as cafeteiras com uso de cápsulas são as mais perigosas. “Nas cápsulas tem leites, chocolates, achocolatados, açúcares, entre outros componentes que representam uma maior quantidade de nutrientes, o que configura ‘um prato cheio’ para os microrganismos”, disse Rejane

Saúde
Cafeteiras são ‘prato cheio’ para bactérias; especialista de SE explica motivo

Entre os equipamentos de uso comum, a cafeteira de cápsula é a mais perigosa
Cotidiano | Por F5 News27/01/2024 14h00


Gelado ou quente, adoçado, ou sem açúcar, saborizado ou tradicional, o café é uma das bebidas não alcoólicas mais consumidas pelos brasileiros, segundo dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa).

Freepik/Ilustrativa

Freepik/Ilustrativa

Encontrado em cafeterias, ambientes corporativos, estabelecimentos comerciais e nas residências, ele costuma ser ingerido diariamente e, já que o consumo é frequente, a limpeza dos materiais utilizados para o preparo também deve ser. Uma pesquisa realizada pela Organização de Saúde e Segurança Pública dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) mostrou que um dos objetos de cozinha com mais germes é a cafeteira.

A especialista em Microbiologia e doutora em Biotecnologia Rejane Batista, disse que, entre as circunstâncias que favorecem essa proliferação, estão a umidade, que proporciona condições ideais para o crescimento bacteriano e fúngico; a temperatura, que pode ser uma zona de risco entre os 20ºC e 45ºC; o próprio café, fonte de energia para os micro-organismos, e o clima, que pode favorecer ou não esse crescimento.

Em casos de uso diário, a limpeza das cafeteiras também deve ocorrer a cada uso. Isso vale em relação a qualquer tipo de utensílio ou cafeteira. “Para minimizar as condições de crescimento de micro-organismos indesejados é preciso que esses fatores sejam controlados. A falta de limpeza regular contribui para o crescimento deles, inclusive dos causadores de infecções, os patógenos”, disse a especialista ao portal.

Mesmo que todos os objetos e equipamentos utilizados para a produção da bebida ofereçam risco, as cafeteiras com uso de cápsulas são as mais perigosas. “Nas cápsulas tem leites, chocolates, achocolatados, açúcares, entre outros componentes que representam uma maior quantidade de nutrientes, o que configura ‘um prato cheio’ para os microrganismos”, disse Rejane Batista ao F5 News.


A higienização diária é o tipo de controle indicado para prevenir acúmulos de resíduos no dia-a-dia, mas esse método não é o mais aplicado. Existem sinais que apontam a contaminação dos aparelhos. Nesses casos, Rejane Batista informa que deve ser realizada uma limpeza mais cuidadosa. “Caso persistam, é aconselhável procurar a assistência do fabricante ou considerar a substituição de peças desgastadas”, orienta.

Ela ainda cita os fatores a serem observados que indicam contaminação:

- Odores desagradáveis: A cafeteira começa a emitir odores desagradáveis mesmo após a preparação de café fresco;

- Sabor alterado: A bebida produzida apresenta um sabor diferente ou desagradável, indicando possível contaminação;

- Resíduos visíveis: Caso tenha resíduos visíveis, mofo ou manchas dentro da cafeteira, especialmente em áreas de difícil acesso;

- Mau funcionamento: A cafeteira apresenta mau funcionamento constante, como entupimentos frequentes ou ciclos incompletos;

- Sintomas de saúde: Caso sejam apresentados sintomas gastrointestinais ou indisposição após consumir café preparado naquela máquina.

Os pesquisadores da NSF ainda encontraram cerca de 67 tipos de germes diferentes dentro das cafeteiras examinadas. Dentre esses microrganismos, a doutora em Biotecnologia Rejane Batista destaca o Escherichia coli (E. coli), ou Salmonella, o Staphylococcus aureus, mofos, leveduras e ácaros. Todos eles podem gerar algum problema à saúde, como diarreia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, reações alérgicas, infecções respiratórias e renais.

*F5 News

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