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Entenda como a quadrilha enganava vítimas em Maceió e o impacto da operação no RS

O golpe conhecido como "bilhete premiado" é uma prática criminosa que tem prejudicado diversos idosos em Maceió, com um esquema bem elaborado e que causa grandes prejuízos financeiros. A ação dos criminosos se desenrolava em áreas nobres da capital alagoana, onde os golpistas abordavam suas vítimas nas proximidades de agências bancárias.
O modus operandi do grupo começava com uma mulher, integrante da quadrilha, que se aproximava dos idosos e alegava ter um bilhete premiado de loteria, com um valor elevado. Para conquistar a confiança da vítima, ela se apresentava como Testemunha de Jeová e afirmava estar impossibilitada de resgatar o prêmio devido à sua religião. Nesse momento, a golpista pedia ajuda para receber o valor, criando uma falsa situação de solidariedade.
Enquanto isso, um segundo criminoso, um homem bem-vestido e aparentemente simpático, se aproximava e se oferecia para ajudar. Ele afirmava ter ouvido a conversa e, para aumentar a credibilidade do golpe, começava a interagir com a vítima, criando uma sensação de urgência e confiança. A dupla utilizava diversos artifícios, como prometer uma parte do prêmio ou sugerir que a vítima contribuísse com uma falsa doação beneficente, sempre ajustando o discurso de acordo com a reação do alvo.
Para reforçar a história e enganar ainda mais a vítima, os golpistas faziam ligações telefônicas para uma falsa central de loteria, onde “operadores” confirmavam que o bilhete estava realmente premiado, ampliando a ilusão de veracidade do golpe. Com o convencimento feito, eles então passavam para a etapa seguinte: conduzir a vítima até uma agência bancária.
No banco, os criminosos induziam a vítima a realizar transferências de valores significativos. Utilizando métodos como PIX ou TED, ou até mesmo sugerindo a contratação de empréstimos bancários, a vítima era persuadida a depositar o dinheiro em contas controladas por "laranjas", pessoas utilizadas pelo grupo para dificultar o rastreamento dos valores subtraídos.
O patrimônio roubado era rapidamente distribuído entre diversas contas de comparsas, dificultando a identificação dos responsáveis e o bloqueio dos valores pelas autoridades. O esquema era altamente organizado, com diversos membros atuando em diferentes etapas para garantir que o crime fosse bem-sucedido e os rastros fossem apagados.
Diante desse cenário, a Polícia Civil de Alagoas, em ação coordenada com outras autoridades, realizou uma operação no Rio Grande do Sul, que visava desmantelar a quadrilha. Na última sexta-feira, 21, a operação resultou na apreensão de dois veículos e no bloqueio de R$ 2 milhões. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, como parte da investigação que envolveu também vítimas de Maceió.
O golpe gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões a seis vítimas idosas, todas residentes em Maceió, no ano de 2024. A operação marca um avanço importante no combate a essa prática criminosa, que tem atingido um número alarmante de idosos, vítimas da manipulação e persuasão de grupos organizados. A Polícia Civil continua trabalhando para prender os envolvidos e impedir que mais pessoas sejam prejudicadas por esse tipo de crime.
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