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Bolsonaro critica STF e afirma que Justiça quer impedi-lo de disputar as eleições de 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (26) que a Justiça está tentando impedi-lo de disputar as eleições de 2026. Ele criticou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou maioria para torná-lo réu, e classificou o processo como um "teatro processual". "O tribunal está tentando me tirar da disputa eleitoral, pois sabem que em uma eleição justa, não há ninguém capaz de me derrotar", disse Bolsonaro.
Em sua declaração, publicada na rede social X (antigo Twitter), o ex-presidente questionou a imparcialidade do julgamento e disse que o processo parecia já ter "data, alvo e resultado definidos de antemão", o que, segundo ele, configuraria um "teatro processual disfarçado de Justiça", com o objetivo de interferir na política e nas eleições do país.
Bolsonaro fez a publicação enquanto acompanhava o julgamento no gabinete de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no Senado. Durante o dia, aliados do ex-presidente visitaram-no no local, e a senadora e ex-ministra Damares Alves (Republicanos-DF) fez uma oração com ele. Bolsonaro prometeu falar com a imprensa ao final da sessão.
Em sua postagem, o ex-presidente também compartilhou uma reportagem da Folha de S. Paulo, que destacou o fato de a ação envolvendo a trama golpista ter um rito processual 14 vezes mais rápido do que o do mensalão. Bolsonaro também mencionou que o julgamento está sendo acompanhado por "juristas, diplomatas e lideranças políticas internacionais", fazendo uma comparação com casos em países como Nicarágua e Venezuela, sem citar diretamente Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, seu aliado político.
No dia anterior, Bolsonaro manteve sigilo sobre onde acompanharia o julgamento, até aparecer na Corte e se sentar na primeira fila. Esse gesto foi comparado à atitude de Trump durante um julgamento nos Estados Unidos, quando se sentou à mesa de defesa, algo exigido em casos penais no país. No Brasil, a presença do acusado não é obrigatória. Trump, que foi condenado por fraude, sempre alegou ser alvo de perseguição política, e, apesar da condenação, foi eleito novamente meses depois.
O STF acatou as acusações contra Bolsonaro e outros ex-integrantes de seu governo, incluindo Alexandre Ramagem (ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa). Eles foram tornados réus por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, além de outros crimes graves, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
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