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Operação Chiusura

Polícia do Distrito Federal cumpre mandados em Maceió para prender traficantes internacionais

Por Redação 28/03/2025 14h02
Polícia do Distrito Federal cumpre mandados em Maceió para prender traficantes internacionais

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Chiusura, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. A ação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Maceió.

Segundo a PCDF, as investigações revelaram uma rede criminosa estruturada e altamente organizada, dividida em núcleos que atuavam de forma coordenada no Distrito Federal e em outros estados como Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul e áreas do Nordeste. A quadrilha comprava entorpecentes em regiões fronteiriças, garantindo o transporte seguro das drogas para o DF e outros estados, além de realizar complexas operações financeiras para lavar o dinheiro obtido com o tráfico.

A fase ostensiva da operação marca o fim de cerca de um ano e meio de apurações. Foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária e 80 mandados de busca e apreensão, sendo cerca de 50 deles no Distrito Federal, com alvos nas regiões de Planaltina, Sobradinho, Ceilândia, Paranoá, Gama, Guará, Taguatinga e São Sebastião. Outros mandados foram cumpridos em diversos municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Alagoas e Rondônia.

A PCDF detalhou que traficantes de Goiás, atualmente radicados em Maceió, mantêm vínculo com um traficante internacional, natural de Campo Grande (MS), que seria líder de uma facção criminosa paulista. Esse indivíduo foi preso na Bolívia em 2023, após ser capturado com uma carga de cocaína e granadas de uso restrito. A quadrilha liderada por ele seria responsável pelo fornecimento de entorpecentes ao Distrito Federal, incluindo o carregamento de Skunk apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em fevereiro de 2024, em Ariquemes (RO).

Durante a investigação, integrantes do núcleo do Distrito Federal já haviam sido presos em ações anteriores, que resultaram na apreensão de grandes quantidades de maconha e cocaína. A partir dessas prisões, a PCDF conseguiu identificar as lideranças locais da facção, que utilizavam contas bancárias de empresas como fachada para movimentar os recursos do tráfico.

Além disso, as investigações apontam que familiares de um traficante conhecido como "Especialista", residente em Mato Grosso do Sul, atuavam como laranjas, sendo beneficiários dos recursos do tráfico. Um desses familiares, suplente de vereador em Campo Grande (MS), ficou foragido por dois meses.


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