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Serial killer diz em depoimento ter sido possuído por arcanjo para cometer assassinatos em Maceió
Albino afirmou que ainda ouvia vozes, mas se recusou a falar sobre o conteúdo das mensagens que recebia

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) realizou nesta sexta-feira, 21, uma audiência importante no processo contra Albino Santos de Lima, acusado de ser o serial killer de Alagoas. O réu, que responde pelos homicídios qualificados de Louise Gybson e Tâmara Vanessa, participou da sessão por videoconferência, enquanto as testemunhas e a família de uma das vítimas estavam presentes no local. O julgamento ocorre na 7ª Vara Criminal, sob a presidência do juiz Yulli Rotter.
Durante a audiência, foram ouvidas duas testemunhas chave, jovens que identificaram Albino Santos no local do crime. O réu, que está sendo julgado por nove homicídios, fez declarações que levantaram polêmicas sobre seu estado mental e sobre os crimes pelos quais é acusado.
De acordo com a família de Louise, que foi morta em 2023, aos 18 anos, a jovem não teve chance de se defender. Uma das avós de Louise expressou esperança de que a justiça seja feita e que o réu seja punido de forma adequada, pois a família não acredita na alegação de Albino Santos de ter problemas mentais, uma vez que ele planejou e executou o crime de forma clara e consciente.
Albino Santos, ao ser interrogado, afirmou que não se recordava dos assassinatos e alegou ter sido possuído pelo arcanjo Miguel, durante um momento em que passava pela Praça Padre Cícero. O réu explicou que "apagou" a consciência e não lembrava das ações subsequentes. Ele disse também que não sabia que estava utilizando a pistola de seu pai, que, segundo ele, desconhecia o uso da arma.
Em diversos momentos de seu depoimento, Albino afirmou que ainda ouvia vozes, mas se recusou a falar sobre o conteúdo das mensagens que recebia, alegando que se tratava de um assunto celestial. Ele também mencionou ter distúrbios mentais, incluindo depressão, e que estava recebendo vozes há algum tempo.
O promotor de justiça questionou o réu sobre sua conduta, argumentando que ele parecia ser "bastante articulado" para alguém que afirma ter problemas mentais. Albino Santos, então, pediu que fosse encaminhado a uma unidade de tratamento mental, pois acreditava estar doente.
Em relação ao crime contra Louise, o réu inicialmente afirmou reconhecer a jovem, mas depois mudou sua versão e alegou não se lembrar de tê-la visto ou matado. Durante a investigação, ficou claro que Albino e Louise treinavam na mesma academia.
A outra vítima de Albino Santos, Tâmara Vanessa, foi assassinada em 8 de junho de 2024, no Vergel do Lago. Ela estava acompanhada de um casal e foi baleada. Os três foram levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas Tâmara não resistiu aos ferimentos. O caso segue em andamento, com a defesa de Albino Santos alegando questões de saúde mental, enquanto a acusação busca a punição pelos homicídios cometidos.
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